O Estado de São Paulo, 16 de setembro de 2012 | 3h 09
Física – “Formamos cientista para fazer pesquisa, prospecção e desenvolver
tecnologias”
CRIS OLIVETTE
Segundo o coordenador do curso de física do Instituto
de Física da Universidade de São Paulo (USP), Alexandre Suaide, a profissão está
em fase de regulamentação no Congresso Nacional. O professor conta que na USP os
alunos de física podem optar por fazer licenciatura ou bacharelado.
“A licenciatura forma professores para o ensino
médio, o que é muito importante, porque no Brasil faltam milhares de
professores.” Já o bacharelado, diz o coordenador, forma pesquisadores e, por
isso, tem carga maior de matemática e aulas aprofundadas de física.
“Nosso objetivo é formar um cientista capaz de fazer
pesquisa, prospecção de várias atividades e desenvolver tecnologias. O mercado
de trabalho é bastante amplo”, diz Suaide.
Segundo o professor, o aluno é treinado para entender
os diversos aspectos da natureza e recebe uma carga de matemática bem
sofisticada. O que abre as portas para atuar no setor financeiro, fazendo
simulações de mercado de capitais, previsões de bolsa de valores e de fundos de
investimento. Mas também pode trabalhar com tecnologia em empresas de aviação,
de petróleo, na indústria eletrônica etc.
Suaide diz que a física passou a ter forte presença
em atividades relacionadas ao meio ambiente e à medicina. “Hoje, há muitas
formas de diagnóstico que envolvem radiação e técnicas nucleares, daí a
necessidade de físicos ser cada vez maior.”
Estagiário.Aos 19 anos, Mauricio Branbilla Junior é
aluno do segundo semestre de física da USP. O estudante diz que sempre se
interessou por assuntos relacionados à física. “Adoro fazer experimentos e ver
como algo que observamos pode ser explicado e descrito por uma teoria da
física.”
Branbilla conta que sempre sonhou em trabalhar em um
grande laboratório, o que agora está se tornando realidade. O estudante faz
iniciação científica no departamento de física nuclear, onde participa do
projeto “Desenvolvimento de detectores multifilares para testes no LHC (large
hadron collider)”.
“Por enquanto, estou aprendendo como fazer simulações
de experimentos por meio de softwares.” Segundo o estudante, o que ele mais
gosta na iniciação cientifica é de instrumentação. “Gosto de montar, consertar e
colocar algo para funcionar, no caso, detectores. Mas a parte teórica também é
muito interessante.”
Depois de formado, Branbilla quer atuar no campo da
física nuclear. “Sou apaixonado por essa área, meu objetivo é ser professor e
pesquisador.”
salário de professor doutor – R$ 8,7 mil
Duração do curso diurno: 8 semestres
Disciplinas – Física e tecnologia, física
experimental, eletromagnetismo, gravitação, termodinâmica, mecânica quântica,
física nuclear
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