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Estado de São Paulo, 20 de janeiro de 2013 | 2h 10

Curso foi criado para suprir
carência de mão de obra enfrentada pelo mercado
Engenharia nuclear

CRIS
OLIVETTE

“Hoje,
no Brasil, apenas a Escola Politécnica da Universidade
Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ)oferece graduação em engenharia
nuclear”, conta o
coordenador do bacharelado, Alessandro Gonçalves. Segundo
ele, o curso está em processo
de reconhecimento pelo MEC, o que deverá ocorrer
até abril.

“Após
o reconhecimento, a profissão de engenheiro nuclear
será regulamentada pelo
Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RJ).

O
professor afirma que o curso pretende formar um profissional apto a
trabalhar
com a radiação nuclear e a administrar seu uso em
ramos como medicina,
conservação de alimentos e
preservação de obras de arte. Ele pode, ainda,
atuar
na exploração de minerais relevantes à
geração de energia elétrica em reator
nuclear.

Gonçalves
afirma que o mercado de trabalho está aquecido e que o curso
foi criado para
suprir a carência de mão de obra e para o
desenvolvimento de grandes
empreendimentos. “Os formados poderão atuar na
construção da Usina Nuclear
de Angra 3, ou no programa do reator de multipropósito
brasileiro (RMB). Ou,
ainda, em atividades na criação da
mazônia Azul Tecnologias de Defesa (Amazul)
e da Agência Nacional de Segurança Nuclear.
Segundo o professor, a grade
curricular inclui estágio obrigatório de 160
horas.

Salário 44
horas semanais – R$ 5,3 mil

Duração
da
especialização -10 semestres

Disciplinas
– Física nuclear, física de reatores, engenharia
de reatores, análise de
segurança de centrais nucleares, sistemas de centrais
nucleares

Jovem quer participar do projeto de
submarino nacional

“Depois
de formada, farei
mestrado na Poli/USP e participarei do programa desenvolvido pela
Marinha”

Eletronuclear,
subsidiária da Eletrobrás que administra as
usinas nucleares de Angra dos Reis
(RJ). “Em 2009, estava me formando em física na Unicamp,
quando soube do
vestibular da UFRJ. Como já desejava me especializar na
área nuclear, fiz o
vestibular.” Aprovada, eliminou várias disciplinas. “Por
isso, fui a
primeira a realizar estágio e serei a primeira formanda.”

No
estágio, teve de simular a
concentração e dose radiológica
decorrente de um
acidente de queda de um embalado contendo rejeito de baixa e
média atividade em
um canal de águas pluviais. “Para desenvolver o trabalho,
tive de estudar
assuntos como composição dos rejeitos e modelos
de dispersão.”

A jovem
afirma que foi muito bom realizar uma atividade prática e
necessária para a
empresa. “Assim, pude conhecer o ambiente de trabalho de uma das
principais empresas da área.”

Depois de
formada, ela fará mestrado Poli/USP. “Quero participar do
programa nuclear
da Marinha que construirá um submarino de
propulsão nuclear.”



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