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O GLOBO – 21/03/2018 – RIO DE JANEIRO, RJ

Mudei para o Rio por causa da universidade

POR UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA

Uma estudante de Belém do Pará se muda para começar a graduação no Rio. Em pouco tempo, um novo mundo floresce, com outros amigos, descobertas na universidade e, inevitavelmente, desafios da vida adulta. Das paisagens aos menores detalhes do cotidiano, tudo fica diferente - e a adaptação se torna necessária.

Protagonista da história acima, Teresa Rodrigues, de 21 anos, exemplifica a vida de muitos estudantes que precisam mudar de cidade (ou até de estado) para fazer uma faculdade.

— Estudar no Rio tem sido extremamente enriquecedor. Conheci pessoas de vários cantos do Brasil e abri muito a minha mente. Cheguei a tempo de vivenciar a Copa do Mundo e as Olimpíadas. As coisas na cidade são dinâmicas, um ritmo com o qual eu não estava acostumada — conta Teresa.

Apesar do encantamento com o Rio, Teresa precisou enfrentar questões não imaginadas antes da mudança - uma superação que só foi possível com o apoio de amigos e familiares.

— No início, um dos meus melhores amigos deu total força, como um lugar para ficar, companhia e apoio. Esporadicamente, a minha mãe vinha para o Rio. Familiares próximos também ajudaram a ajeitar o apartamento em que vivo hoje— explica Teresa.

Estudante de Jornalismo na Universidade Veiga de Almeida (UVA), Suellen Santos, de 30 anos, passou por instituições de ensino no Rio Grande do Sul e no Espírito Santo antes de escolher o Rio. Atualmente, Suellen percebe como a distância das pessoas próximas é impactante para alunos dos primeiros períodos.

— No primeiro momento, senti vontade de desistir, chorar e correr para o colo dos pais. Nem sempre é fácil fazer novos amigos e se adaptar, mas fica mais fácil ao pensar que outras pessoas estão passando pelo mesmo. Isso dá forças para continuar — observa Suellen.

Além disso, a estudante passou a realizar um exercício de reflexão quase diário, valorizando não apenas o futuro de sua carreira como também o próprio caminho até a universidade.

É preciso focar nos objetivos. Tento pensar sempre no quanto a graduação vai poder me oferecer um futuro melhor. Presto muita atenção em todo o esforço feito pelo meu pai para que eu chegasse até aqui — ressalta Suellen.

O investimento financeiro é, frequentemente, um fator importante para quem vai para uma universidade em outra cidade. Ao chegar ao Rio em um período de alta valorização dos imóveis e preços elevados — às vésperas dos grandes eventos esportivos de 2014 e 2016 — Teresa Rodrigues percebeu a importância do planejamento antes da faculdade.

— Mesmo antes da inscrição, é necessário planejar. Deixar para organizar tudo em cima da hora pode se tornar uma bola de neve. Não se fala muito sobre isso, mas estudar no Rio é caro. Vi vários colegas de curso tendo as mesmas surpresas que eu — pontua Teresa.

Após o susto inicial, Teresa já vê a experiência como um aprendizado positivo. Segundo a estudante, a relação com a cidade nova, a vida pessoal e até a situação financeira tendem a melhorar conforme os semestres passam. Ainda assim, ela reconhece a diferença que a organização prévia pode ter na vida dos calouros.

— Eu tinha uma cabeça completamente diferente. Hoje em dia, acho bem inconsequente ter vindo sem ter planejado. No entanto, tudo melhorou muito quando consegui o primeiro estágio. Agora já consigo me virar com boa parte das despesas — conclui Teresa.