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Folha de São Paulo, Empregos, domingo, 04 de novembro de
2007
A UM PASSO DA
TECNOLOGIA
Vagas na área de tecnologia
exigem perfil qualificado
Demanda de mão-de-obra supera oferta; empresas disputam talentos
MARIANA IWAKURA, DA REPORTAGEM LOCAL
Fazer parte de um mercado em que há vagas sobrando,
expansão de empresas e disputa por talentos é sonho de profissionais de qualquer
área.
Para os de tecnologia da informação, a realidade se
aproxima bastante disso. Com alta demanda por especialistas, as empresas
recrutam jovens nas escolas e brigam para atrair e reter profissionais
experientes.
Segundo a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento
Industrial), o Brasil forma anualmente 17 mil programadores. O número é muito
menor do que a demanda, calculada em 40 mil por ano.
"A conseqüência disso é a competição acirrada por
talentos -uma "antropofagia setorial”", diz Gilberto Lima Júnior, gerente do
projeto de TICs(Tecnologias de Informação e Comunicação) da ABDI.
De acordo com as empresas ouvidas pela Folha, o
número de vagas é crescente, mas a oferta de mão-de-obra nem sempre está a
contento.
"Há um aumento de vagas específicas: as empresas querem
um analista de sistemas que saiba falar do negócio, trazer inovação e menores
custos", avalia Rodolfo Eschenbach Jr., responsável pela áreade desempenho
humano da consultoria Accenture.
Rubens Antonelli, 52, foi contratado recentemente como
diretor de serviços de TI da Topmind. "Meus diferenciais foram a vivência
corporativa e a experiência como consultor", conta Antonelli, engenheiro de
formação. Ele valoriza ter trabalhado em projetos nos Estados Unidos e na
Espanha.
Novatos
Na IBM, a exportação de serviços aumentou a demanda por
profissionais. Segundo Luciana Farisco, gerente de talentos, as contratações
crescem há três anos. Em 2006, foram 2.500. Neste ano, deverão ser 3.000.
Prevendo a falta de mão-de-obra, a empresa fez acordos
com escolas para ajudar a formar jovens técnicos.
Um deles é o estagiário Leonardo José Fernandes de
Quadros, 18. No último ano do curso técnico em informática, ele recebe
treinamento em mainframe e estuda inglês com subsídio da companhia. "No ano que
vem, vou fazer administração com ênfase em TI. Quero crescer na empresa", conta.
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